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EROSTRATUS
So.li.ló.quio 07/04/04 Versos nascem novos Prontos Às vezes irrisórios Às vezes tontos Abrem asas E voam em plena solidão Versos nunca virgens Nem circunavegados De sol e maresia Ás vezes carregados De uma saudade estúpida De seta e coração Versos simulacros Caiados sepulcros De vênias E epifanias De certa liturgia Versos às vezes Em estado amorfo Ainda assim belos Filhos de uma certa poesia Nau Escopo Quem sopra agora Em meus ouvidos moucos Jorrando sobre a pressa Desses dias E acaba aqui por falta De pergaminho Papel Espaço em disco Onde estão meus sentidos Onde mora la contessa Gira como um caboclo Que desceu sem permissão Mas é bonito Tão espetaculoso Acaba em mim e sai Pelas minhas mãos Versos verborrágicos Filhos de uma bic Cuja tinta expira Vacila,emperra Deixa uma trilha De ensandecidas rimas Quase uma milha De pontos,traços tortos Palavras comidas Mas a musica intacta Rodopiando na mente A sentença exata Talvez um guardanapo No próximo comedor Talvez um lápis Surrupiado na banca De uma casa de jogo Talvez um suspiro No próximo semáforo Ajudem a causa O arrepio O surto E como um ponto Onde os cambonos Rodam Verso livre voa Sobre a solidão Novo acabado pronto
Escrito por Fernando Correia às 00h46
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O PROFETA FALA
NO MESMO BALAIO
Escuto ao mesmo tempo passado e presente. A musica brasileira guarda inumeros tesouros...Coisas que a gente esquece,frases que o vento as vezes vem lembrar jogando poeira e lagrimas nos mais escancarados. Hoje é sabado dia de gandaia ,melhor sacudir a poeira , enxuagar as lagrimas e correr pro crime. Algumas coisinhas me fizeram dançar no escuro; Hercules and Love Affair puxam o carro de uma new disc music:sutil,contemplativa e melancolica.

Portishead volta de outros mundo e dá luz aThird: universo estranho,indefinido,quase esquizoide que com falas em portguês.

Escrito por Fernando Correia às 02h46
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O PROFETA FALA
ASSIM ASSIDUO
Assim não sei ser. Serei talvez breve.talvez mabe Quero voltar a verter no teclado notas sobre notas que naõ reconheço.Quero ver musica e sair da pri~soon. Finito . O tempo passa mesmo. Ainda que se tenha todo tempo do mundo,o tempo passa. A alma queda . a Horyta chegou já não posso mais ou mito.Agora chega por que não me calo e passo a falar do que, mesmo amordaçado por outra noia,solta-se mundo afora e dentro Escuto tudo,toda musica e vou para outro mundo. Agora é ora,a hora de falar da musica. Do que eu ouço agora Aqui o Filme foi Encontro com o acaso( facil encontrar ) na origem Undiscovered.O filme meio bobinho,esqueça. A trilha é dureza encontrar. Vale alguma pequisa.Ouça House Lights ( Steve Strait ) atmosfera nevermind valendo uma viagem para alguma dor 
Escrito por Fernando Correia às 01h50
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EEU DEE ADJEETIVOS
sURTo
oS DIAAS CORREM COMO AGUA ESCAPA. eeU NÃo mEE EESCAPO. sOU MUITO GESTAPO DE MImmmmmmzINHO.iDEIAS Mee oCORREM,CoRROeeM,GASTAM ............FLUeeM CAINDO NO FLUXO OU MeeU REEFLUXO.eSGOTAM. sOMEM NA ESQUUUUINA A EEEESQUERDA.qUERO VOLTAR,vOLTAREN,vOLTAIRE.qUERO VER MAIS VERTIGEM.cALEI TODAS AS oUTRAS COISAS QUEROO VERMUSIGA
Escrito por Fernando Correia às 00h52
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ENAQUANTO CORRIA A BARCA
PRIÈRE
Sair a noite é um taboo.Minha casa é um bunker de toda vontade.Um mostra de Gonçalo Ivo, na Galeria Murilo de Castro,mudou minha determinação. Fui ver o que era só noticia.Eu havia perdido a mostra de aquarelas no Instituto Moreira Sales. O que vi foi outro uivo,poesia em textura, cor e memoria da luz. Conhecer o artista não doeu. Artistas são temperamentais e me deixam mudo. Gonçalo é simples e sem frescuras.Conversamos segundos suficientes.Solicitações,naturais desses eventos,o levaram.Ficou uma luz corroborando a luz das paredes.
Escrito por Fernando Correia às 03h13
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EUDEADJETIVOS
Retravas
Assim meio Roxette Crash ! Boom ! Bang !
Assim meio rolex meio tostex meio bundex
Crush ! Mango ! Jambo !
Um dia Paris via Varig Agora São Paulo by bus Voltei voltaren vortox
Avohai ! Lara Croft Meu mundo plutuf
Escrito por Fernando Correia às 00h52
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EUDEADJETIVOS
MENTRA
Minha alma inuba
Minha alma agúdia
Minha alma Buda eh!
Minha alma é o que quer.
Escrito por Fernando Correia às 00h03
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EUDEADJETIVOS
Travas
Fui para o exílio deixando todas as palavras. Durante dias semanas meses ano abortei palavras sem dor sem remorso sem nada. Fui por algum motivo que nem mais importa.Palavras que me alucinam , me revestem a alma como a fantasia reveste a fantasia , traduzem alegria,traduzem minha alma . Boemia recusa-se a prisão domiciliar de todo país; rebelde não fica em casa e vai para ruas desse mundo www mais vasto.Mergulhou no vórtice da dor para escapar também,da droga insensibilidade. A dor, a ruptura do laço, a quebra do ultimo filamento umbilical. O passado, o presente, a ausência... Dias volatilizados, um longo dia. Faces remixadas num programa do tempo.Eu nu espelho.Vozes como trilha de uma outra época cujas raízes sobrevivem sob novos alicerces. Meu corpo quer outro corpo. Minha alma quer outra alma. Eu preciso de alimento,mantra, repetido bocca chiusa. Nesse dia longo de uma dor imensurável pensar esse corpo pensar essa alma, estar a janela ver o mar.Vejo o mar às vezes. Às vezes mergulho. Às vezes vivo por alguns minutos como peixe-vivo farto de mar.No longo dia a dor escarificou a alma,tatoo metafísica para viajar nas próximas palavras
Escrito por Fernando Correia às 00h03
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Erostratus

Poesia no horizonte de Fernando Correia
por Fernanda Garrafiel
Fernando Correia nasceu em Maceió, e mora desde 1977 em Belo Horizonte, cidade que desbravou e aprendeu a conhecer. Desde o título, Belíssimo Horizonte, seu primeiro livro, parece aludir às novas fronteiras conquistadas. Mas os poemas selecionados são também uma viagem interior do autor à sua própria história.
Fernando não gosta de mudanças, de viajar, de se dividir. Nunca pensou em deixar sua cidade natal. "Durante anos não consegui sair de Maceió. Minha cabeça ficou por lá durante tanto tempo que não sei quando acordei para a paisagem, que me envolveu. Ainda assim não me sinto mineiro ou alagoano; não consigo me enquadrar nessas definições nem reconhecer fronteiras. Dentro da poesia eu nasci em mim e sou meu próprio cidadão." Formado em história, o poeta foi professor durante alguns. Começou a estudar jornalismo e pedagogia, mas o trabalho no comércio o envolveu e acabou deixando as outras atividades. "Eu comecei a escrever por uma questão de solidão intelectual, sem alguma pretensão - por não ter com quem dividir as minhas idéias, conversar, colocava no papel."... "A vida foi acontecendo e não houve muita chance de escolher ou mudar. O mesmo aconteceu com a poesia. A poesia me escolheu. Não tenho uma lembrança clara de um ponto de ruptura com ‘o ato solitário de escrever’ e ‘o ato intuitivo de glosar’. Quando comecei a mostrar para outras pessoas o que escrevia, sabia que não era prosa."
Belíssimo Horizonte foi lançado de forma independente, numa cruzada considerada pelo autor "uma maluquice, um atentado à prudência. Foi algo que me deu grande satisfação e reuniu os meus poucos amigos. Eu sou capaz de vender qualquer coisa do alho ao óleo, do feijão ao arroz, do tijolo ao edifício, e incapaz de vender minhas idéias, emoções e sentimentos." Fernando Correia se lançou no mercado sem estrutura para divulgação, em um gênero difícil de vender. "É necessário um nome quase mitológico que se transforma em “grife” para vender poesia. O que sinto hoje é um empobrecimento geral. O mundo todo ficou mais pobre e idéias míticas ou escandalosas é que encontram eco. As pessoas compram livros sim e muito – mas aqueles que atendem a essas necessidades.", diz o autor.
Belíssimo Horizonte possui um projeto gráfico bem cuidado, poesia elaborada, de versos emotivos, em ritmos variados. Através de seus poemas, Fernando Correia conduz o leitor por sua história, revela seus sentimentos, descortinando o mundo através de sua janela.
Conheça a poesia de Fernando Correia:
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HISTÓRIA
Aprender a andar com nossos próprios pés, usar nossas próprias mãos, lidar com nossa vida; guardar apenas o nosso passado para não duvidarmos do que fomos. Assim evitar repetir os mesmos gestos, assim tentar fazer outra vez o que foi bom e útil. Guardar apenas o necessário. |
ANTROPOCENTRISMO
Os homens que necessitam de religiões não descobriram ter no íntimo todos os deuses. |
Escrito por Fernando Correia às 01h38
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Erostratus
Escrito por Fernando Correia às 01h35
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O brinquedo toca
O que ouço
Ana e o rei
Parece coisa antiga, aqueles encontros, primeiros encontros entre artistas que para nós outros, os fãs, soava como algo mítico. Jorge Cru e Ana Estampado em Ana e Jorge ao vivo, embora a inocência já tenha sido dissipada, aqui renasce como se uma célula protetora destravasse e nos desse algumas horas de flerte com a inocente felicidade. É para ouvir até gastar, é para chorar, rir e cantar junto. Há quem acredita em milagres, eu sei que sou um deles: eu não sei parar de escutar. Quero ter o dvd depressa e sei que não vou saber parar de olhar. Salve Jorge, Ana, Rita, Joana, Iracema e Carolina.
Escrito por Fernando Correia às 01h06
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O profeta fala
Phono 73" registra história da MPB
LUIZ FERNANDO VIANNA da Folha de S.Paulo, no Rio
Não importam os problemas técnicos, as poucas imagens, os altos e baixos de qualidade. "Phono 73", caixa que está sendo lançada com dois CDs e um DVD, é um documento histórico --ainda que, infelizmente, incompleto.
Phono 73 foi um festival realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing --embora a palavra não fosse usual na época-- que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.
"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas, e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.
O lado promocional era nítido, tanto que a gravadora, pouco antes do festival, reuniu os artistas para uma foto que usou em um anúncio com a frase "Só nos falta o Roberto". Mas o Rei nunca foi.
O que importa hoje, no entanto, é outro lado: o da contestação, política e estética, o do registro de artistas em momentos tão criativos quanto tensos. O exemplo mais claro é o de Gil e Chico Buarque, que tinham acabado de compor --e ter censurada-- "Cálice".
Resolveram levar a música para o palco e tiveram os sons de seus microfones cortados por ordem de policiais. Como o som da mesa de áudio permaneceu ligado, ficou guardado o que Chico disse após o corte: "Estão me aporrinhando muito. Esse negócio de desligar o som não estava no programa. Claro, estava no programa que eu não posso cantar a música ["Cálice'] nem "Anna de Amsterdam". Não vou cantar nenhuma das duas. Mas desligar o som não precisava não".
Só é possível ouvir essa fala nos extras do DVD --que é a grande novidade, já que as músicas tinham saído em três CDs. No disco também há algumas imagens de Chico, irritado, cantando "Cotidiano" e "Baioque". No fim desta, ele grita, fora do microfone mas de modo bem reconhecível: "Censura filha da puta!". A seu lado, os cantores do MPB-4 gritam sons desconexos para protestar.
O que vão pensar
O DVD dura apenas 35 minutos. Foi o que sobrou das imagens feitas na época por Guga de Oliveira. Como ele e a Phonogram não se acertaram, o filme planejado nunca saiu e os negativos de 35 mm foram se deteriorando.
Mas há imagens incríveis como a de Caetano Veloso totalmente performático em "A Volta da Asa Branca" (Luiz Gonzaga/Zé Dantas): ele simula cantoria de cego, emenda outras músicas, joga-se no chão e dança como que em transe. Em outra cena, ele se ajoelha aos pés de Jorge Ben (Jor), enquanto este improvisa com Gil.
Infelizmente, as câmeras não filmaram o duo de Caetano com o brega Odair José em "Eu Vou Tirar Você desse Lugar". As vaias do início viraram aplausos no fim, quando ele enfatiza um verso da música: "Não me importa o que os outros vão pensar". Está em um dos CDs.
"E ele ainda disse uma frase histórica: "Nada mais Z do que um público classe A'", conta Pittigliani, lembrando que Caetano propôs o duo, e difícil foi convencer Odair de que era verdade.
Vaias e beijos
Outra vaia --não-audível na caixa-- sofreu Elis Regina ao subir ao palco. Ela tinha cantado há pouco tempo nas Olimpíadas do Exército e sabia o que lhe esperava. Esperou as vaias diminuírem, atacou de "Cabaré" (João Bosco/ Aldir Blanc) e foi ovacionada. Está no DVD, assim como a famosa foto de Maria Bethânia e Gal Costa beijando-se na boca.
Toquinho, Vinicius, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Jorge Mautner, Wanderléa, Ronnie Von... Há mais e mais diversa gente nos CDs e no DVD. Não dá para chamar de "O canto de um povo", como estava no encarte dos dois LPs originais e é o subtítulo da caixa. Mas é o canto de uma época em que se acreditava cantar em nome de um povo.
Phono 73 Artistas: Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina e outros Gravadora: Universal Quanto: R$ 86 (dois CDs e um DVD)
Escrito por Fernando Correia às 23h16
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O brinquedo toca
O que ouço
Phono 73, uma viagem no tempo. Esqueça a precariedade das gravações ao vivo da época e vá fundo numa época em que sonho apesar de findo não deixava ninguém acordar, no melhor sentido, seja lá o que for o significado disso.
Escrito por Fernando Correia às 23h15
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Erostratus
Nanopoetice – coisinhas da minha arca adolescente
Tarde de futebol
Choveu muito.
Campo alagado,
jogo adiado.
Escrito por Fernando Correia às 00h02
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EPITHALAMIUM
Leio e escuto
Não sou critico de coisa alguma, mas ouço/vejo e consequentemente algumas vezes me expresso. Estou lendo Aquela Canção,ainda não acabei,vou indo muito lento não exatamente por estar seguindo a regra,quando é bom reduzir a marcha para saborear mais tempo. A proposta é interessante: transformar canções em histórias e de quebra um CD com as canções. Já vi antes,algo semelhante, pinturas que transformadas em histórias resultaram em filmes curtos e primorosos. Não sei o que deu errado, mas uma ou duas histórias não são suficientes para salvar o livro da chatice. Aquela Canção – vários autores, Publifolha 175 pgs.
Estado de Medo – Michael Crichton, Ed. Rocco 623 pgs. - autor de Sol nascente, O mundo perdido... sem entrar em outras questões – esse livro chuta o balde de todas
as crenças que alimentamos nos últimos anos, a partir do momento que significativa parte do mundo despertou para as questões ambientais. Alguém politicamente totalitário diria que o autor está a serviço da contra-voz do acordo de Kioto
Escrito por Fernando Correia às 23h58
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